sexta-feira, junho 24, 2016

Seminário Reengenharia de Funções no Séc. XXI - Súmula



Seminário Reengenharia de Funções no Séc. XXI 



No passado dia 11 de Abril a AEDAR - Associação dos Ex - Deputados da Assembleia da República, conjuntamente com a CVP - Cruz Vermelha Portuguesa, realizou o 2º Seminário do Ciclo de Conferências/ Debate sobre Emprego, Educação e Reengenharia de Funções.


Este Seminário contou com o seguinte painel:

Moderadora: Maria Flor Pedroso
Orador: Luís capucha
Orador: Luís Valadares Tavares


Resumo pessoal do Seminário

O Seminário começou com a moderadora Maria Flor Pedroso a apresentar-se, com uma pequena nota bibliográfica. Jornalista Parlamentar há vários anos, agradeceu o convite  a ambas as entidades, dando relevo ao tema em questão.

Quanto aos oradores Luís Capucha, sociólogo de profissão, especialista nas áreas da Pobreza e Exclusão Social; Políticas Sociais; Educação e Formação; Emprego e Qualificação; Educação-Formação de adultos; Cultura e Desenvolvimento; Investigação-Ação; Metodologias de Planeamento e Avaliação. 

Doutoramento em Sociologia, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), em 2004
Mestrado em Sociologia, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), em 1992
Licenciatura em Sociologia, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), em 1987


Luís Valadares Tavares, Professor Catedrático do IST de Investigação Operacional e Engenharia de Sistemas, sendo especialista na Área Científica de  Sistemas e Gestão.

Áreas Actuais de Especialização


·       Processos de Decisão e Modelos Comportamentais e de Negociação
·       Sistemas de Informação e de Mercados Electrónicos (E-Business)
·       Avaliação e Gestão de Projectos
·       Prospectiva e Análise de Políticas Tecnológicas e de Desenvolvimento

 Luís Valadares Tavares iniciou assim o Seminário, tendo escolhido como sub-tema  Novas Competências para a Sociedade em Rede: Inovação e Globalização.

O orador defendeu que este sub-título resumia bem a sua exposição: cada vez mais na sociedade actual é necessário transpor obstáculos e ser flexível para se inserir no mercado de trabalho, salientando que o valor das competências de cada pessoa é o mais precioso bem da economia.

Assim, tendo em conta que as competências de cada pessoa têm esse valor podemos afirmar que existem quatro dimensões:
- Social: um país pode evoluir bastante sem que a sua população possua grandes habilitações, mas sim, grandes competências. Esta sociedade tem de se adaptar à evolução permanente do mundo e do mercado e captar e incentivar os seus trabalhadores na aquisição permanente de novas competências e conhecimentos.

- Individual: Prende-se na capacidade de cada individuo fazer algo, ser bom em alguma actividade.

- Económico: Preocupação com o crescimento económico. Um país cujos cidadãos são dotados de competências pode evoluir mais, com menos condições, que um outro país cujo padrão laboral tenha mais habilitações literárias.

- Empregadora: As empresas fixam-se onde encontram melhores condições e melhores recursos humanos.

Em suma, as competências de cada pessoa geram valor, porque a mais- valia de uma empresa é , sobretudo, a capacidade de possuir um quadro laboral competente, dinâmico, capaz de gerra uma empresa de sucesso.

Na sociedade moderna, a nível de tendências sectoriais e profissionais verificamos  que o número de trabalhadores com baixas qualificações é cada vez menor. No plano das pessoas com qualificações médias, a aposta nos cursos técnicos, tem sido uma mais- valia e estes trabalhadores são cada vez mais procurados e necessários à economia nacional. A verdadeira evolução surge nas altas qualificações, fenómeno que se tem observado nos últimos anos, com o país a registar as mais altas taxas de cidadãos com ensino superior.

A questão é: daqui a 10 anos como será o mercado nacional e internacional? Que tipo de trabalho precisaremos? Quais as profissões do futuro? Há quem defenda que daqui a uma década o mercado esatrá virado para os serviços profissionais, tais como as profissões de personal trainer, de contabilista,etc.

De seguida, acredita-se que teremos um crescimento na área da saúde e na área social. As necessidades demográficas e sociais irão imperar com a criação de diversos trabalhos em torno destas duas áreas. Ao contrário do que se pensava há 10 anos atrás, o futuro laboral não será o sector bancário e financeiro.

 Alguns estudos apontam para que no futuro o número de gestores seja cada vez maior, dado que, as pessoas terão cada vez mais a tendência para criarem as suas próprias empresas e não serem trabalhadores por conta de outrém.

É importante que no futuro se ensinem os jovens a organizar actividades, gerir problemas, de forma a terem capacidades que lhes permitam inserirem-se no mercado de trabalho, em constante mutação, de forma mais fácil. 

Tendo em consideração que temos uma sociedade cada vez mais informatizada é importante perceber que o mercado de trabalho se adaptou a esta nova lógica. 

Outrora tínhamos o modelo tradicional de empresa, com o comercial que vendia, os recursos humanos o pessoal, os recursos financeiros, a contabilidade, a produção e a parte das novas tecnologias. Neste modelo de empresa tinham em comum apenas o espaço físico. Era um modelo antiquado: recursos, tecnologias, produção, produtos finais e clientes. Este é ainda o tradicional esquema do mercado português.

Actualmente a mentalidade mundial mostra-nos que este modelo empresarial está ultrapassado. Se um país vive apenas dos seus recursos e apenas produz mediante o que possui, toda a indústria gira em torno deste modelo, não é uma economia sustentável. As constantes mudanças do mercado internacional mostram-nos que cada empresa deve começar por pensar no cliente, depois nos canais de venda, quais os produtos, a produção, a tecnologia e por fim os recursos. O modelo até está correcto mas a ordem está inversa. para uma empresa prosperar deve produzir sempre  a pensar naquilo que o cliente procura. O nosso modelo de empresa primeiro produz e depois é que procura clientes para aquilo que produziu. Isto pode tornar um produto pouco vendável.

O produto deve ser feito a pensar no cliente e não o contrário, a produção deve ser realizada já com um segmento de mercado definido, sabendo que a venda e escoamento daquele produto está garantido, ou seja, o tecido empresarial deve produzir mediante o que os consumidores procuram e não o contrário. Podemos dar como exemplo a Bélgica. Não possuindo a matéria - prima do cacau são um dos maiores produtores de chocolates e com elevada taxa de sucesso e qualidade reconhecida mundialmente.

O orador sugeriu que no séc. XXI os modelos empresariais poderiam passar pelas seguintes alterações: o território físico da empresa é substituído pelos sistemas de informação e inovação, o que trará ao consumidor um novo valor acrescentado. Actualmente os consumidores vêem-se "inundados" de alternativas e opções. para uma empresa ter sucesso precisa de identificar bem o tipo de consumidor, ser capaz de comprar os produtos a nível internacional, procurando melhores preços e tentar colocá-los à venda também a nível internacional, não se restringindo aos mercados nacionais. Para isto terá de recorrer aos novos sitstemas de informação e comunicação.

Ao aproveitar o mercado global em que vivemos, uma empresa pode ser capaz de trabalhar em vários países simultaneamente, ampliando o seu leque de escoamento de produtos, bem como o número de consumidores.

Desta forma acredita-se que as principais competências para o sucesso laboral no séc. XXI serão:

1- Capacidade de funcionar em equipa. Contrapõe-se ao tradicional modelo empresarial, cujos profissionais trabalhavam sozinhos , numa economia global, cada pessoa tem de se adaptar ao trabalho em grupo;

2- Capacidade de resolver problemas e tomar decisões: a superação pessoal de obstáculos, de tomar decisões por si só, com capacidade e habilidade será, certamente, uma das competências mais procuradas nos trabalhadores;

3- Capacidade de comunicar: quando um trabalhador tem dificuldades de comunicação e expressão pode não ser apelativo para uma empresa. este assunto remete-nos para o actual sistema educativo que pouco aposta na apresentação de trabalhos orais, no treino da comunicação com os outros, a postura, o saber - estar perante os outros é muito importante, pois uma pessoa pode ser dotada a nível intelectual e ter uma fraca capacidade de comunicação.

4 - Organização e planeamento do trabalho: numa época em que trabalhar em equipa será cada vez mais frequente, cada trabalhador terá de ter a capacidade de organizar e planear a sua agenda de trabalho sem necessitar de instruções;

5- Habilidade para obter e processar informação: esta é uma das capacidades de trabalho mais procuradas e no futuro não será diferente. A informação é constante e cada pessoa tem de aprender como processá-la, obtê-la e usá-la em seu proveito ou em proveito da sua empresa.

6- Comunicação Oral e Escrita: O ensino português tem apostado pouco  na lógica predicativa ( alunos com um léxico curto) e na lógica relacional ( alunos que demonstram clara pobreza de sintaxe). A comunicação e a capacidade de comunicar com o outro é , e será futuramente, uma das principais competências a ter. Comunicar implica, muitas vezes, compreender o outro e perceber o que o outro procura;

7- Capacidade de gerir recursos humanos: trabalhar em equipa mas saber fomentar o trabalho em equipa;

8- Gestão de redes de projectos globais: Com a globalização do mercado os trabalhadores terão de possuir esta competência, saber trabalhar com as novas tecnologias de informação, ter conhecimentos de outras línguas , porque o mercado é cada vez mais global.


 
 Luís Capucha - A Sociedade do Futuro: Prioridade à Educação e Formação de activos


O orador começou por defender que existe uma certa imprevisibilidade das competências necessárias aos trabalhadores no séc. XXI. Defendeu que a questão prende-se mais pela previsão de como será ou estará o mercado laboral daqui a 15 ou 20 anos, isto é, um aluno que entra agora para a Escola Primária, quando terminar o Secundário ou a Licenciatura como estará o mercado de trabalho? Deve-se, então, orientar o ensino para o futuro e não para o presente.
Luís Capucha disse que devíamos identificar alguns dos maiores problemas desta época: Paz, Segurança, Fome, Pobreza, Ambiente, Sustentabilidade, Direitos Humanos, Desigualdades Sociais, Concentração de riqueza, Descriminação, Desregulação do mercado e Precarização das relações de trabalho e por fim, o papel do Estado e da sua relação com o Mercado.

Os desafios demográficos, com o país e a Europa a enfrentarem o envelhecimento da população, tráz um conjunto alargado de questões e problemas que estão interligados e que influenciam profundamente tudo o que acontecerá ao longo do século em todas as áreas.

Não conseguimos saber, com exactidão, quais as verdadeiras especificidades que se procurarão no mercado de trabalho daqui a uns anos. O que temos de fazer é pensar no mercado de trabalho a curto- prazo. As escolas e as empresas devem trabalhar em parceria na formação dos futuros profissionais de cada país.

O orador acredita que o conhecimento continuará seguramente a ter um papel decisivo no mercado: quem domina o conhecimento domina também o mercado. Este é o novo motor de desenvolvimento económico: as pessoas.

O crescimento económico não basta para resolver as disparidades sociais, como a pobreza, o desemprego, a desertificação do território ou a desvalorização e precarização das relações laborais e este assunto deve ser também foco de preocupação. Concluiu que o crescimento económico não é a única nem a mais importante condição geradora de emprego.

Quanto à informação, actualmente as pessoas estão rodeadas de informação, mas esta não é geradora de democracia, dado que nem todos sabem produzir ou utilizar a informação recebida e o que acontece é que temos pessoas com excesso de informação, mas pouco informadas, com poucos conhecimentos e com fraca capacidade de utilizar de forma adequada a quantidade de informação que é produzida todos os dias. Apesar de estarmos numa sociedade informatizada, os info- exluídos estão imediatamente em desvantagem e em situação de desigualdade numa sociedade cada vez mais globalizada. Novamente é o conhecimento que ganha destaque e que gera valor, democracia, economia e emprego. 

Luís Capucha defendeu que no actual mercado de trabalho e no futuro determinados requisitos continuarão a ser procurados:

- Capacidade de aprendizagem contínua;
- Espírito inovador e criativo;
- Obtenção de objectivos;
- capacidade de trabalhar em equipa e em rede, mas com autonomia e capacidade de livre - pensamento;

 Ainda assim, uma pessoa pode possuir todas estas competências e não encontrar trabalho adequado, pois esta realidade não se aplica à prática. Não deixa de haver desemprego nem precariedade nos mais jovens, mais capazes e com mais habilitações. 

Actualmente retornou-se à velha ideia de que não vale a pena estudar, dado que quer hoje, quer no futuro, os estudos já não são garantia de emprego, nem de emprego de qualidade, bem remunerado e com condições laborais dignas.

A realidade é que os jovens com mais qualificações podem demorar anos a encontrar um emprego adequado á sua área de formação e quando o arranjam, a remuneração não corresponde ao investimento feito no percurso académico desse jovem.

Para os jovens com baixos índices de escolaridade o mercado de trabalho nem sequer tem lugar, muitas das empresas nem sequer contratam pessoal com menos que o Ensino Secundário, mesmo quando a oferta de emprego é para um salário mal remunerado e precário.

É necessário contextualizar, a sociedade actual atravessa uma fase de individualismo. Neste caso a Escola pode e deve ter um papel a desempenhar. O aluno pode ser ensinado a trabalhar em conjunto, colaborando com os outros, aprendendo e ensinando, trocando conhecimento e ideias com o outro. Este trabalho permitiria a muitos alunos evitar a exclusão, porque quando há partilha de conhecimento, todos beneficiam, há uma cadeia de solidariedade em que todos ganham.

Nas sociedades em rede há uma maior competitividade, maior capacidade criativa e produtiva. Esta lógica de trabalho tem inúmeros benefícios, mas  possui também algumas anomalias: isto é, se um trabalhador não tem a capacidade ou oportunidade de trabalhar em rede, está automaticamente em situação de exclusão perante os outros, impedindo assim a hipótese de integração ou de ascensão laboral e social.

Este impedimento de ascensão laboral acentua as disparidades sociais, profissionais e económicas, criando grandes fossos na distribuição da riqueza e da valorização das competências. 

Outrora, pensou-se que a Escola e a formação iriam eliminar totalmente os contrastes sociais e económicos, acabando com a tradicional herança profissional de pai para filho, sem estudos e sem esperança em qualquer mudança de classe social. Não podemos negar que durante algum tempo este modelo resultou, mas actualmente não. No futuro não sabemos, mas como evitar e diminuir os riscos de exclusão social e profissional numa sociedade em constante mutação?

A escola terá de continuar a cumprir a sua função: promoção da mobilidade social através da aquisição de conhecimentos mas também de competências.. As aptidões individuais de cada aluno terão de ser aproveitadas para este se encaixar no mercado de trabalho futuro.

No que diz respeito às profissões do futuro, há outra questão por resolver, os adultos, em particular os mais idosos no mercado laboral. Onde poderão aprender, actualizar-se e adquirir novas competências que lhes permitam manterem-se no mercado de trabalho? As empresas saberão aproveitar a sabedoria e o conhecimento destas pessoas mesmo que não cumpram os requisitos de um mercado laboral em constante mutação?

Portugal não tem problemas de empreendedorismo, como tanto se tem falado. Pelo contrário, em Portugal sempre se criaram empresas, a grande dificuldade é a sua gestão, não a criação. Na sua maioria este tecido empresarial continua a ser composto por pessoas com baixos índices de escolaridade, temos empresários com baixo nível de qualificação e formação,pois os empresários portugueses ainda fazem parte de um tecido empresarial antiquado e com pouca vontade de apostar na formação do seu pessoal.


 

 



 
 


 



 


 


 

quinta-feira, junho 23, 2016

Novo site da Associação Europeia dos Antigos Parlamentares ( AEAP)




A Associação Europeia dos Antigos Parlamentares ( AEAP ) ou FP- AP ( European association of former members of parliament of the members - states / Association européenne des anciens parlementaires des pays membres du Conseil de l' Europe) tem um novo website.

Não deixe de visitar e conhecer o trabalho da AEAP 



 

 

quarta-feira, junho 15, 2016

Candidaturas para Missão de Observação Eleitoral da União Europeia às eleições no Gabão

Exmos. Senhores,
Informamos que se encontram abertas as candidaturas para observadores de longo termo para a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia às eleições no Gabão, que terão lugar, previsivelmente, a 27 de agosto de 2016. Em anexo encontra-se a descrição resumida da missão, bem como os termos de referência para as tarefas a desempenhar.
No quadro da missão em apreço cabe ao nosso País indicar três candidatos a Observadores de Longo Termo (LTO) e quatro candidatos a Observadores de Curto Termo (STO).
Caso seja do interesse de V. Exa. apresentar candidatura à missão em apreço, deverá fazê-lo até ao próximo dia 6 de junho de 2016, sexta-feira (prazo de candidatura encerra às 24:00 GMT), através do formulário que se encontra disponível no seguinte endereço na Internet:
Os elementos necessário para a candidatura são os seguintes:
1. Nome completo;
2. Endereço de correio eletrónico, que deve ser o mesmo que se encontra registado no “roster” da UE;
3. Posto a que se candidata (LTO ou STO).
 Não é necessário juntar elementos curriculares adicionaisuma vez que a avaliação de candidaturas é realizada em função da informação constante na base de dados de observadores da União Europeia. A análise da candidatura é feita com base nos critérios que estão descritos no seguinte documento: http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/mne/quero-saber-mais/sobre-o-ministerio/missoes-observacao-eleitoral-internacionais/missoes-observacao-eleitoral-internacional.aspx
Realçam-se as condições mínimas para que as candidaturas apresentadas poderem ser elegíveispara a missão:
-        Ter participado em pelo menos uma missão de observação eleitoral internacional como observador ou membro da equipa coordenadora;
ou
-        Ter formação relevante, obtida através de curso de formação específico em observação eleitoral internacional;
Para a hierarquização de candidatos, a experiência anterior no país (Zâmbia) é valorizada. Realça-se que a fluência da língua francesa (nível C1 do Quadro Europeu Comum de Referência, em anexo) é também uma condição essencial de acesso, que poderá ser testada por entrevista telefónica.
Na pré-seleção realizada pelo nosso País, serão tidos em conta critérios de igualdade de género. Será dada preferência a candidatos que não tenham realizado missões de observação eleitoral internacional nos últimos doze meses.
Os candidatos deverão preencher ainda os seguintes requisitos:
-        Garantia de disponibilidade e flexibilidade para as datas de permanência no terreno  (datas indicadas no anexo);
-        Possuir uma excelente condição física e uma boa saúde, com capacidade para trabalhar durante longas horas e realizar eventuais esforços a nível físico;
-        Ter as vacinas e/ou tratamentos adequados à permanência no país (sendo que as despesas associadas àquelas vacinas e tratamentos não são reembolsáveis);
-        Estar em condições de aceitar condições de estadia difíceis, que poderão incluir condições rudimentares de alojamento.
De modo a tornar possível o processo de candidatura e seleção, muito se agradeceria a atualização dos dados pessoais na base de dados de observadores eleitorais da União Europeia (roster) antes de formalizar a candidatura, o que poderá ser feito através da seguinte hiperligação:https://webgate.ec.europa.eu/europeaid/applications/eom/  .
Os melhores cumprimentos,
A Coordenação das Missões de Observação Eleitoral Internacional
Direção-geral de Política Externa 

sexta-feira, abril 15, 2016

Seminário - Português, língua e cultura 21 de Abril de 2016


Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa

dos Observadores Consultivos da CPLP



Seminário
Português, língua de cultura”
Lisboa - Casa do Alentejo - 21 de abril de 2016
 08h45 – Acolhimento e registo dos participantes
09h00 - Sessão de abertura
Presidente da Casa do Alentejo
Vítor Ramalho – Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa/UCCLA
Murade Muraugy – Secretário Executivo da CPLP
09h00 -Conferência de abertura
Guilherme d´Oliveira Martins – Administrador da Fundação Gulbenkian
10h00 – Intervalo para café
10h300 - “Língua e literatura”
Presidência e Moderação - Lídia Jorge- Escritora
Intervenções:
Maria do Rosário Pedreira – Grupo Editorial Leya
Luís Cardoso - Escritor
Goretti Pina – União Nacional de Escritores e Artistas de S. Tomé e Príncipe
Delmar Maia – Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora  
12h30 – Almoço
14h00 -“Língua e música”
Presidência e Moderação: Rui Vieira Néry  - Fundação Calouste Gulbenkian
Intervenções:
Alberto Rui Machado – Presidente da Federação das Associações Cabo-verdianas  
Pedro de Moura Aragão- Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro  
Susana Sardo- Docente da Universidade de Aveiro  
15h30 – Momento cultural
16h30 - Língua e audiovisual
    Presidente e Moderação -José Carlos Vasconcelos-Diretor do semanário “Jornal de Letras”
     Intervenções:
     Ricardo Pereira - Diretor da TV Globo  
     Armindo Laureano- Escritor. Autor de programas de rádio e TV.  
Flora Gomes- Realizador cinematográfico
 
18h00 – Momento cultural
 
18h30 - Conclusões e encerramento
     José Luís Dória – Coordenador da Comissão Temática de Assuntos Culturais
 
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quinta-feira, abril 14, 2016

Assembleia da República- Homenagem aos Deputados Constituintes, no âmbito das Comemorações dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa



A Assembleia da República presta hoje Homenagem aos Deputados da Constituinte , no âmbito das Comemorações dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa , com uma cerimónia de atribuição dos Diplomas de Deputados Honorários aos Deputados à Assembleia Constituinte.






Em nome da Associação dos Ex- Deputados da Assembleia da República deixamos também aqui a nossa homenagem aos Deputados da Constituinte.


As eleições para a Assembleia Constituinte foram as primeiras eleições livres com sufrágio universal realizadas no país. Foram também as primeiras eleições após a Revolução de 25 de abril de 1974. Realizaram-se no dia 25 de abril de 1975 e elegeram os 250 deputados da Assembleia Constituinte, e tiveram a maior participação de sempre.

O principal objectivo da eleição foi a eleição de uma Assembleia com o fim de escrever uma nova Constituição para substituir a do regime do Estado Novo - a Constituição de 1933 - e, portanto, o parlamento eleito tinha um mandato único de um ano. Nenhum governo foi baseado a partir do apoio parlamentar, e o país continuou a ser governado por um governo provisório militar-civil.


Nas primeiras eleições livres após o 25 de Abril, nesse dia, 25 de abril de 1975, para a Assembleia Constituinte participaram mais de 90% dos eleitores. A vitória foi parar às mãos do PS de Mário Soares, a rondar os 38%, seguido do PPD de Sá Carneiro, com 26%. O PCP só chegou aos 12% e o CDS aos 7%. O MDP, com 4%, ainda conseguiu eleger cinco deputados.


Pelo País inteiro o cenário foi o mesmo. O povo ocorreu em massa às eleições. Muitos esperaram horas junto das assembleias de voto, sem que se tenham registado quaisquer distúrbios, num país ainda tutelado pelo Conselho da Revolução. No boletim de voto, concorreram 14 forças políticas.


Eleitos dos 250 deputados da Assembleia Constituinte – 116 do PS, 81 do PSD, 30 do PCP, 16 do CDS, 5 do MDP, 1 da UDP e 1 da Associação para a Defesa dos Interesses de Macau .


Estes deputados participaram nos trabalhos de elaboração da Constituição, concluídos a 2 de abril de 1976, data em que a Assembleia Constituinte foi dissolvida. Pelo meio ficaram debates memoráveis de uma período conturbado de consolidação da democracia, tão quentes quanto o verão daquele ano de 1975.