sexta-feira, abril 15, 2016

Seminário - Português, língua e cultura 21 de Abril de 2016


Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa

dos Observadores Consultivos da CPLP



Seminário
Português, língua de cultura”
Lisboa - Casa do Alentejo - 21 de abril de 2016
 08h45 – Acolhimento e registo dos participantes
09h00 - Sessão de abertura
Presidente da Casa do Alentejo
Vítor Ramalho – Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa/UCCLA
Murade Muraugy – Secretário Executivo da CPLP
09h00 -Conferência de abertura
Guilherme d´Oliveira Martins – Administrador da Fundação Gulbenkian
10h00 – Intervalo para café
10h300 - “Língua e literatura”
Presidência e Moderação - Lídia Jorge- Escritora
Intervenções:
Maria do Rosário Pedreira – Grupo Editorial Leya
Luís Cardoso - Escritor
Goretti Pina – União Nacional de Escritores e Artistas de S. Tomé e Príncipe
Delmar Maia – Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora  
12h30 – Almoço
14h00 -“Língua e música”
Presidência e Moderação: Rui Vieira Néry  - Fundação Calouste Gulbenkian
Intervenções:
Alberto Rui Machado – Presidente da Federação das Associações Cabo-verdianas  
Pedro de Moura Aragão- Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro  
Susana Sardo- Docente da Universidade de Aveiro  
15h30 – Momento cultural
16h30 - Língua e audiovisual
    Presidente e Moderação -José Carlos Vasconcelos-Diretor do semanário “Jornal de Letras”
     Intervenções:
     Ricardo Pereira - Diretor da TV Globo  
     Armindo Laureano- Escritor. Autor de programas de rádio e TV.  
Flora Gomes- Realizador cinematográfico
 
18h00 – Momento cultural
 
18h30 - Conclusões e encerramento
     José Luís Dória – Coordenador da Comissão Temática de Assuntos Culturais
 
Inscrições

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quinta-feira, abril 14, 2016

Assembleia da República- Homenagem aos Deputados Constituintes, no âmbito das Comemorações dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa



A Assembleia da República presta hoje Homenagem aos Deputados da Constituinte , no âmbito das Comemorações dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa , com uma cerimónia de atribuição dos Diplomas de Deputados Honorários aos Deputados à Assembleia Constituinte.






Em nome da Associação dos Ex- Deputados da Assembleia da República deixamos também aqui a nossa homenagem aos Deputados da Constituinte.


As eleições para a Assembleia Constituinte foram as primeiras eleições livres com sufrágio universal realizadas no país. Foram também as primeiras eleições após a Revolução de 25 de abril de 1974. Realizaram-se no dia 25 de abril de 1975 e elegeram os 250 deputados da Assembleia Constituinte, e tiveram a maior participação de sempre.

O principal objectivo da eleição foi a eleição de uma Assembleia com o fim de escrever uma nova Constituição para substituir a do regime do Estado Novo - a Constituição de 1933 - e, portanto, o parlamento eleito tinha um mandato único de um ano. Nenhum governo foi baseado a partir do apoio parlamentar, e o país continuou a ser governado por um governo provisório militar-civil.


Nas primeiras eleições livres após o 25 de Abril, nesse dia, 25 de abril de 1975, para a Assembleia Constituinte participaram mais de 90% dos eleitores. A vitória foi parar às mãos do PS de Mário Soares, a rondar os 38%, seguido do PPD de Sá Carneiro, com 26%. O PCP só chegou aos 12% e o CDS aos 7%. O MDP, com 4%, ainda conseguiu eleger cinco deputados.


Pelo País inteiro o cenário foi o mesmo. O povo ocorreu em massa às eleições. Muitos esperaram horas junto das assembleias de voto, sem que se tenham registado quaisquer distúrbios, num país ainda tutelado pelo Conselho da Revolução. No boletim de voto, concorreram 14 forças políticas.


Eleitos dos 250 deputados da Assembleia Constituinte – 116 do PS, 81 do PSD, 30 do PCP, 16 do CDS, 5 do MDP, 1 da UDP e 1 da Associação para a Defesa dos Interesses de Macau .


Estes deputados participaram nos trabalhos de elaboração da Constituição, concluídos a 2 de abril de 1976, data em que a Assembleia Constituinte foi dissolvida. Pelo meio ficaram debates memoráveis de uma período conturbado de consolidação da democracia, tão quentes quanto o verão daquele ano de 1975.