sexta-feira, maio 25, 2012

Visita a Tomar - Recepção na Câmara Municipal


Dr. Luís Barbosa (Presidente da AEDAR), Dr. Carlos Carrão ( Presidente da Câmara Municipal de Tomar) e Engº José Ribeiro Mendes ( Associado da AEDAR que nos convidou para esta visita)



Durante a visita a Tomar os Ex - Deputados foram recebidos na Câmara Municipal pelo Sr. Presidente Dr. Calos Carrão.












A Câmara Municipal situa-se nos Paços do Concelho, antigos Paços Reais que D. Manuel I edificou e ofereceu à Câmara. A remodelação maneirista do séc. XVI eliminou a anterior decoração manuelina, tendo permanecido no edifício os símbolos do Rei Venturoso: O Brasão Real, a Esfera Armilar e a Cruz de Cristo com adaptação Filipina.



Praça da República  e estátua dedicada a D. Gualdim Pais , fundador de Tomar


Os Paços do Concelho, sede da Câmara Municipal situa-se na Praça da República, centro da cidade, na qual existe uma estátua de D. Gualdim pais, Mestre Templário e Fundador da cidade de Tomar. Outrora esta praça serviu de local ao mercado semanal.





Entrada dos ex - Deputados para a Câmara Municipal

quinta-feira, maio 24, 2012

Visita a Tomar - Quinta dos Azinhais e Aqueduto de Pegões


Pátio Quinta dos Azinhais


Durante a visita a Tomar tivemos oportunidade de visitar a Quinta dos Azinhais. Trata-se de uma Quinta que foi sendo construída desde os anos 80 até à presente data, com o intuito de ser um centro equestre dedicado à criação, compra e venda e ensino de cavalos, bem como ao treino de cavaleiros nas modalidades de Dressage, saltos de obstáculos e atrelagem.

A Quinta de Azinhais é também um centro de turismo equestre devidamente registado na Associação Nacional de Turismo Equestre Portuguesa.

A Coudelaria Ruy Escudeiro, estabelecida na Quinta de Azinhais é responsável pela criação de animais de raça Lusitana.


Major Rui Escudeiro na apresentação da Quinta aos Ex - Deputados da AEDAR
                                                   Visita dos Ex - Deputados à quinta
                             Major Rui Escudeiro a explicar o funcionamento da Quinta dos Azinhais
                                                           Visita às instalações









No caminho para a Quinta dos Azinhais tivemos oportunidade de passar pelo Aqueduto de Pegões e observar toda  a sua plenitude na extensão da cidade. Mandado construir ao arquitecto italiano Filippo Terzi por Filipe I, em 1593, servia para abastecimento de água ao Convento de Cristo. Em 1617 foi prolongado até ao Convento chegando aos lavabos dos dormitórios e em 1619 chegou ao Claustro de D. João III.

A obra foi terminada em 1614 por Pedro Fernandes Torres. Possui cerca de 6 km de extensão e 180 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água.

Reúne a água de quatro nascentes tendo resolvido o problema de abastecimento do Convento que até então era feito por cisternas.

terça-feira, maio 22, 2012

Visita a Tomar- almoço e assinatura do Protocolo entre a AEDAR e o IPT


Durante a visita ao Convento os membros da AEDAR tiveram a oportunidade de realizar um almoço convívio no Convento de Cristo.




Após o almoço foi assinado um protocolo de colaboração entre a AEDAR e o IPT ( Instituto Português de Tomar) . Este protocolo ,assinado pelo Dr. Luís Barbosa em representação da AEDAR e pelo Engº José Ribeiro Mendes em representação do IPT , permitirá a criação de um website da AEDAR por parte do IPT.


Dr. Luís Barbosa e Engº José Ribeiro Mendes




Aqui fica o texto do protocolo assinado no dia 28 de Maio pela AEDAR e pelo IPT.


PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A ASSOCIAÇÃO DE EX-DEPUTADOS À ASSEMBLEIA DA REPUBLICA E O INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR


 A Associação de Ex-Deputados à Assembleia da República, Lisboa, Portugal, (506364607), a seguir designada por AEDAR, sem fins lucrativos, e o Instituto Politécnico de Tomar, Portugal (NIPC Nº 503767549) a seguir designado por IPT, representados pelos seus Presidentes, acordam entre si o estabelecimento de relações institucionais visando o desenvolvimento de acções de cooperação.

Nesses termos, celebram o presente protocolo que se rege pelas cláusulas seguintes:

I Finalidade e Objectivos


A AEDAR e o IPT acordam promover acções de cooperação no âmbito das suas missões estatuárias.

II Acções de Desenvolvimento, Investigação e Tecnologia


Promover projectos culturais, turísticos, de investigação e desenvolvimento tecnológico, no âmbito da produção de conhecimento e divulgação sobre assuntos relacionados com as actividades da AEDAR e do IPT e que possam favorecer a boa imagem da Assembleia da República e as funções parlamentares num Estado de Direito Democrático, incluindo a participação em oportunidades de cooperação que envolvam os Estados de Língua Oficial Portuguesa e os demais Estados da União Europeia e associações congéneres da AEDAR na Associação Europeia dos Antigos Parlamentares.

III Gestão do Protocolo


A AEDAR e o IPT indicam um elemento de cada instituição para gerir o presente protocolo.

IV Contratos e Acordos

1 – Ao abrigo deste protocolo poderão ser estabelecidos contratos ou acordos programa para cada medida ou acção a desenvolver. Nos contratos programa a estabelecer é que serão definidas as condições de execução das medidas ou acções a desenvolver.

2 – Desde já se antevê a possibilidade do IPT colaborar no desenvolvimento da AEDAR na internet com recurso às TIC e a disponibilidade da AEDAR disponibilizar através dos seus associados oradores qualificados para iniciativas do IPT.

V Duração


O presente protocolo é válido por três anos, sendo automaticamente renovado por iguais períodos, salvo denúncia de qualquer dos signatários com a antecedência mínima de três meses, por carta registada, e sem prejuízo da conclusão de eventuais contratos do programa já celebrados e em curso.

Tomar, 28 de Abril de 2012


         
Anexo


PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A ASSOCIAÇÃO DE EX-DEPUTADOS À ASSEMBLEIA DA REPUBLICA (AEDAR) E O INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR (IPT)

Ao abrigo do protocolo estabelecido entre a AEDAR e o IPT , na sua cláusula III , gestão do protocolo; em que  A AEDAR e o IPT indicam um elemento de cada instituição para gerir o presente protocolo; ficam desde já indicados:


Pela AEDAR, o ex-Deputado,  Professor Nandim de Carvalho

Pelo IPT, o também ex- Deputado, Professor José Ribeiro Mendes




segunda-feira, maio 21, 2012

Visita de estudo a Tomar - Convento de Cristo

Recepção pela Dra. Ana Carvalho Dias, Directora do Convento de Cristo

No dia 28 de Maio um grupo de ex- deputados da AEDAR deslocou-se a Tomar a convite do nosso associado José Ribeiro Mendes.

O dia iniciou-se com uma visita ao Convento de Cristo, na qual tivemos a oportunidade de ter a Directora do Convento, Dra. Ana Carvalho Dias, como guia deste grupo de ex - deputados. Nesta visita tivemos oportunidade de conhecer os pormenores do Convento e a sua história.


Recepção dos ex- deputados no Claustro da Micha

O Convento de Crsito está integrado no Castelo e  foi construído a partir da Charola so século XII. O Convento deu abrigo à Ordem de Cristo a partir do séc. XIV. Este edifício encerra memórias de figuras incontornáveis da nossa História como o Infante D. Henrique , que mandou construir dois claustros, para além da sua própria residência. Do tempo de D. Manuel I e do seu filho D. João III , que se tornou rei de Portugal nas cortes de Tomar , mandou concluir o claustro principal e levou a cabo outras obras como o Aqueduto de Pegões.


Pormenor da calçada antiga no Claustro da Micha

Segundo a história Tomar nasce com o castelo (1 de Março de 1160), cuja construção, pela Ordem dos Templários, bem como a da Vila de Baixo, se prolongou por 44 anos. No século XIV, com a permanência do Infante D. Henrique enquanto Administrador da Ordem de Cristo, a Vila beneficia de grande desenvolvimento.


Fornos



Claustro da Micha junto a reservatório de água

No período da dominação filipina, os Reis espanhóis investem em Tomar: obras do Claustro Principal do Convento e Aqueduto dos Pegões, bem como a criação da ainda existente Feira de Santa Iria. Mais tarde, na sequência da visita da Rainha D. Maria II, Tomar foi elevada à categoria de Cidade em 1844, a primeira do Distrito de Santarém.




Refeitório dos Frades


Adega do azeite



Adega do azeite


Em 1983, a UNESCO reconheceu o conjunto Castelo Templário-Convento de Cristo como Património Mundial e no início dos anos 90 deram-se os primeiros passos para a recuperação e consolidação do Centro Histórico.

Pertencente na sua origem à Ordem dos Templários, fundado em 1160 pelo Grão-Mestre dos Templários, Dom Gualdim Pais, o Convento de Cristo ainda conserva recordações desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede.



Refeitório dos Frades



Escudo de D. Manuel no Refeitório dos Frades


Refeitório dos Frades

Sob Infante D. Henrique o Navegador, Mestre da ordem desde 1418, foram construídos claustros entre a Charola e a fortaleza dos Templários, mas as maiores modificações verificam-se no reinado de D. João III (1521-1557). Arquitectos como João de Castilho e Diogo de Arruda procuraram exprimir o poder da Ordem construindo a igreja e os claustros com ricos floreados manuelinos que atingiram o máximo esplendor na janela da fachada ocidental.




Claustro dos Corvos


Antiga livraria junto aos Claustro dos Corvos

O Convento de Cristo trata-se de uma construção periurbana, implantada no alto de uma elevação sobranceira à planície onde se estende a cidade. Está circundado pelas muralhas do Castelo de Tomar e pela mata da cerca. A arquitectura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos.



Claustro dos Corvos





Charola e nave séc. XII


O núcleo do mosteiro é a Charola do século XII, o Oratório dos Templários. Tal como em muitos dos seus templos, baseia-se na Rotunda do Santo Sepulcro de Jerusalém, adaptada pelo Infante D. Henrique. Em 1356, Tomar passou a ser a sede da Ordem de Cristo em Portugal, e a decoração da Charola reflecte a riqueza da Ordem. As pinturas e frescos (quase só cenas bíblicas do século XVI) e a estatuária dourada sob a cúpula bizantina, foram cuidadosamente restauradas. Quando foi construída a igreja manuelina, esta ficou ligada à Charola por uma arcada.


A Charola, poligonal, é o centro do conjunto de edificações, culminando-as visualmente. A norte e a este estão a Sacristia, os claustros do Cemitério e da Lavagem, as ruínas dos Paços, as Enfermarias e ainda a Sala dos Cavaleiros e a Botica.
A oeste, a igreja, os claustros e as dependências conventuais. A norte pontifica a Portaria Real, entre o corpo das Enfermarias e Hospedaria. A fachada sul está realçada pela arcaria do Aqueduto dos Pegões, apoiada numa plataforma rústica, que corresponde ao corpo do Claustro dos Corvos, Dormitórios e Claustro de D. João III.



Na catedral dos Bispos

No que diz respeito à planta da igreja, é composta por dois corpos diferentes: a Charola, actual capela-mor, e o corpo da nave, que se adapta ao desnível do terreno para oeste, onde possui três registos assentes num forte embasamento e marcados por frisos decorativos envolventes, com decoração naturalista emblemática manuelina. No interior, a nave é coberta por uma abóbada polinervada de combados de João de Castilho.




Cristo na Charola


Em relação aos claustros estes  são originalmente góticos, com estrutura de arcadas quebradas sobre colunas grupadas. Já a nave manuelina de espaço unificado está coberta com abóbada rebaixada. As janelas, frisos e platibandas têm corpo manuelino com decoração vegetalista, enquanto a planta do conjunto monacal quinhentista parece inspirar-se na do Ospedale Maggiore, em Milão.
Iniciado nos anos 50 do século XVI por João de Castilho e substituído em parte por Diogo Torralva, o Grande Claustro reflecte a paixão de D. João III pela arte italiana. Escadas em espiral ocultas nos cantos conduzem ao Terraço da Cera.



O Claustro da Lavagem é quadrangular de dois pisos; o Claustro do Cemitério é quadrangular, com um piso com cinco tramos por ala. Os claustros de João de Castilho: o Claustro da Micha é quadrangular com quatro alas, enquanto o dos Corvos é também quadrangular, mas com duas galerias de dupla arcada separadas por contrafortes. Por último, o Claustro de D. João III é ainda quadrado, com chanfros nos ângulos. O Refeitório é rectangular, com abóbada de berço com nervuras formando caixotões quadrados. O Dormitório está disposto em cruz, com dois grandes corredores. Existem ainda o Claustro da Hospedaria e o Claustro de Santa Bárbara, quadrado, com quatro arcos rebaixados por ala, sobre colunas de fuste liso, o Claustro dos Corvos, o único com jardim e o Claustro das necessárias.






A janela do Capítulo -
Imponente conjunto escultórico e arquitectónico, a Janela da Sala do Capítulo, inserida na fachada ocidental da igreja manuelina, foi executada por Diogo de Arruda, entre 1510 e 1513, segundo o programa iconológico definido pelo rei D. Manuel I. Símbolo de um período histórico que marca a expansão dos Portugueses para além das suas fronteiras, afirma-se hoje em dia como um dos mais excelsos exemplos da arte manuelina.


Janela do Capítulo estilo manuelino



Ex - Deputados no claustro junto às muralhas do Castelo


À saída da Charola

O Conjunto Monumental

Em suma, o Conjunto Monumental que o Convento de Cristo representa, começa com a construção do Castelo Templário em 1160, em simultâneo com a edificação da Charola, oratório templário, que se conclui no final do século XII. A casa-mãe Templária, no Reino de Portugal, permanecerá em Tomar cerca de 130 anos.

A extinção da Ordem do Templo, em 1312 dá origem, em Portugal, no reinado de D. Dinis, à Ordem de Cristo, que ocorrerá em 1319.

A Ordem de Cristo, herdeira dos bens, graças e privilégios, que haviam pertencido aos Templários, dá início a um dos períodos de ouro da nossa história, os Descobrimentos, que desencadeia o processo de abertura de Portugal ao mundo.

O Infante D. Henrique, o Navegador, manda construir em 1420, o seu Paço sobre parte da antiga casa militar templária e ampliar as instalações conventuais com dois novos claustros, o da Lavagem e o do Cemitério. Este Príncipe da Casa de Avis, também Administrador da Ordem de Cristo, aqui terá delineado a sua estratégia da Expansão, baseada nos conhecimentos e tecnologias herdados da Ordem do Templo.

D. Manuel I, Rei e Governador da Ordem de Cristo, beneficiando das riquezas de além-mar, que o início do século XVI ocasionara, renova o Convento de Tomar e inicia um discurso decorativo que celebra a mística da Ordem de Cristo e da Coroa Portuguesa numa grandiosa alegoria de poder e de fé.

D. João III, impõe a reforma da Ordem de Cristo, com a regra de clausura, ampliando o Convento de Tomar, de modo a albergar a comunidade de Frades, transformando-o numa sumptuosa obra de arquitectura, mais tarde rematada com o magnífico Aqueduto, que Filipe II de Espanha manda edificar.