segunda-feira, novembro 28, 2011

Visita cultural a Miranda do Corvo - Recepção na Câmara Municipal e ida à Exposição A Maçonaria e o Advento da República


A AEDAR terminou a sua visita a Miranda do Corvo com uma recepção na Câmara Municipal pela Exma. Senhora Presidente Fátima Ramos, na qual tivemos oportunidade de ouvir ideias, propostas e projectos para Miranda do Corvo e ver um interessante vídeo de promoção da zona que a todos agradou.



No final tivemos a oportunidade de conhecer a Exposição " A maçonaria e o Advento da República" , na Biblioteca Miguel Torga.  Uma exposição bem fundamentada , com peças de grande interesse das quais deixamos aqui algumas fotos.



Durante a visita à Exposição

Os associados da AEDAR presentes nesta visita durante a exposição


Busto da República e alguns documentos
Estampa alusiva à Implantação da República

Manifesto do partido Republicano Português, ano de 1891 (redigido por José Falcão)
Garrafão em cerâmica com a imagem da República e a inscrição " Viva a Pátria" na parte da frente. Na parte traseira tem imagem de duas bandeiras nacionais e o escudo, com a  inscrição " Viva a Pátria Livre". - Inicio do séc. XX
(imagem à esquerda) Estampa " A República" - Imagem da República e do Governo provisório ano de 1910/1911
(imagem à direita) Estampa alusiva ao 5 de Outubro de 1910 , com imagem da República e elementos do Governo provisório ano 1911
Diversos bustos da República
Escapulário, jóia e avental do Grau de Soberano Príncipe Rosa - Cruz do Rito Escocês - finais do séc. XIX, inicio do séc. XX e avental do grau Mestre do Rito Escocês em seda branca, bordado com imagem de templo, esquadro entrelaçado por ramos de acácia, colunas, prumos, sol, lua e estrela com a letra G - finais séc. XIX, início do séc. XX
Chapa publicitária de homenagem à República, fabricado por H. Ferreira - ano 1910-1911
Diversas peças alusivas ao advento da República e como reacção ao ultimatum inglês
Caneca com a imagem de António José de Almeida - início do séc. XX
Explicação durante a  exposição
Escultura crítica, em barro, representando uma beata - a questão religiosa e a laicidade - início do séc. XX
A questão religiosa e a laicidade - " A Reacção : A grande toupeira" - Jornal A Parodia , publicado em 1901 por Rafael Bordalo Pinheiro. Trata-se de uma sátira anti - jesuítica representando a reacção, figurada pela toupeira, aqui vestida de jesuíta a cavar um buraco no chão.


Ainda a  mesma temática da religiosidade e da laicidade nesta sátira publicada no Jornal A Parodia em 1901 - "Os  percevejuítas" - uma sátira contra as congregações religiosas, representando o Zé Povinho a ser atacado por jesuítas simbolizados por percevejos que lhe cobrem o corpo e a cama. Al lado da cama está aberta uma lata de unguento de soldado de 1834, numa alusão ao decreto da extinção das ordens religiosas masculinas

Avental e Escapulário

Estampa " 5 de Outubro de 1910- Pátria e Liberdade" - imagem de inspiração carbonária representando a República sobre o mundo, segurando o estandarte português - ano de 1910








quarta-feira, novembro 16, 2011

Visita Cultural a Miranda do Corvo - Parque biológico da Serra da Lousã

Lince

Em Miranda do Corvo tivemos a oportunidade de visitar o belíssimo Parque biológico da Serra da Lousã com o qual nos encantamos com as mais variadas espécies animais existentes neste parque.



Javalis e suas crias

Situado na Quinta da Paiva, junto ás margens do rio Dueça, o parque possui uma quinta pedagógica, um Museu de tanoaria e o próprio Parque Biológico.  Uma das missões do parque Biológico é integrar as pessoas portadoras de deficiência e  vítimas de exclusão social , associando a "biofilia " a fins terapêuticos , tais como a hipoterapia e a actividade ocupacional para pessoas com doença mental, promovendo a paixão pela natureza e aproveitando o que a Natureza oferece neste Parque para a sensibilização para a preservação e valorização do património natural, histórico e cultural.


Casal de Linces euroasiáticos
Lobo ibérico

Urso pardo



O parque Biológico da Serra da Lousã foi 1º Prémio Nacional do European Enterprise Awards, na categoria de Investimento Humano, atribuído pelo Ministério da Economia /IAPMEI , em 2007.


Este parque com espécies cinegéticas e animais selvagens autóctones, ocupa uma área de cerca de 33 000 m2 de Reserva Ecológica Nacional.


Veados


No zoo vai observar: cágado-mediterrânico, cão Rafeiro Alentejano, cão Serra da Estrela, coelho-bravo, corvo, esquilo, furão, gamo, garrano, ginete, javali, lebre, milhafre, muflão, pato-real, perdiz, rã-comum, raposa, rato, rola, sacarrabos, veado.



O objectivo não é manter um zoológico tradicional mas sim um parque capaz de mostrar, em ambiente próximo do natural, algumas das espécies que habitam o território português. O que encontramos neste parque é uma agradável simbiose entre a natureza e as diversas espécies de animais, dos mais selvagens aos domésticos, é um prazer visitar este parque.




Há um pequeno Fluviário, próximo do rio Dueça, representativo da ictiofauna das bacias hidrográficas de rios e ribeiras da região que pertencem ao Mondego.

Fluviário


Muitas são as espécies piscícolas que povoam estas linhas de água, nomeadamente achigã, barbo-do-norte, boga, bordalo, carpa, góbio, escalo-do-norte, pardelha, perca, pimpão, ruivaco, truta, que poderão ser vistas e observadas nos diversos aquários de vidro.



A quinta pedagógica que o parque possui possui uma dupla vertente: exibe actividades agrícolas através de vários afazeres da lavoura utilizando técnicas e meios rudimentares, com animais treinados para recrear trabalhos ancestrais, como tirar água no engenho ou puxar um carro de transporte ou carroça com pessoas.

Expõe uma colecção de animais domésticos de raças tradicionais portuguesas, entre as quais vacas (raças barrosã, cachena, marinhoa e minhota), cabras (raças bravia e serrana), ovelhas (raças churra badana, serra da estrela variedade branca, serra da estrela variedade preta), porcos (raças alentejana e bisara), burros e cavalos. A Quinta dispõe ainda de aves: ganso, pato-real, galinha-pedrês, faisão comum, faisão dourado, codorniz, fraca e peru.








O trabalho, incluindo o maneio dos animais, é realizado por pessoas portadoras de deficiência e/ou com doença crónica, incluindo doentes mentais graves.

Porque nenhuma palavra tem a  força de algumas imagens aqui ficam mais fotos deste lindíssimo Parque, onde nos sentimos em paz e em comunhão com a  natureza  a cada passo que damos.









Aqui encontramos também o Museu de Miranda do Corvo. Uma das suas  vocações assenta na mostra do espólio relacionado com artes e ofícios tradicionais. No antigo edifício da casa dos caseiros da quinta, já recuperado, está em exposição uma colecção nacional de peças relacionadas com a tanoaria.

Num outro edifico estão já funcionar oficinas de artesanato (olaria de barro vermelho, tapeçaria regional, cestaria e mobiliário de vime) onde os artesãos, pessoas com deficiência ou doença mental garantem que o visitante possa conhecer um “museu-vivo”, com preservação de artes tradicionais